Estou só, e nesses momentos eu gosto de ouvir músicas
que se expadem para além da narcísica expressão de tristeza,
essa comunicação tola e preguiçosa.
Jamais entendi porque um ser humano prefere a tolice
e, ainda mais, mal acompanhada pela preguiça,
sempre dissimulada na convivência automática,
ao invés da revolta, ou até mesmo porque
não teria preferido a guerra constante contra tudo e todos
(humanos!) que se detém em tal sentimento.
É tão óbvio que talvez aquele ser se resguardasse de uma vida arriscada,
sabendo que uma grande ignorância sobre tudo que todos sabem
e a inatividade estampada na face o salvasse de uma vida reversa,
a contradiçao ou o paradoxo do sentido do conceito indubitável de Vida,
com letra completamente maiúscula.
Tambem porque talvez aquele ser jamais se perguntou ou,
como expansão do senso comum,
perguntou à própria Vida se Ela realmente prefere a tristeza da defensiva contra a alegria
de um ataque constante contra toda forma de ignorância ou inatividade.
Conversa chata, eu sei, nesses momentos onde posso desfrutar de uma solidão quase doce, sou sempre assim.
Mas exatamente agora lembrei de voce - acho que até posso escrever Voce - e a doçura se tornou tambem expansão, crescimento.
Preciso saber por que gosto de pensar determinadas coisas, ter este tempo, agora, imensurável.
E estão cada vez mais raros, estes momentos de solitude.
Por que a sobrevivência 'dos outros' se tornou tão determinante,
'sem a qual não', imperativa, apesar de que nem seria preciso?
Grande seria uma 'bondade' espontânea porque assim, tenho certeza,
não haveria como se apontar, ou se desculpar, por nenhum tipo de ignorância e,
claro, por nenhuma forma de preguiça.
Sei que a guerra só tem um sentido, matar/morrer,
que tem como melhor metáfora uma moeda sempre lançada para cima a cada instante.
E muito particularmente admito um segundo sentido, completamente contrário daquele,
onde a guerra adquire uma outra metáfora, aquela da semente
que mais tarde se transforma em inúmeras outras semetes.
Nem sei se a conversa se tornou um pouco mais interessante,
mas sei muito bem que estou no caminho certo,
procurando sempre a expansão da minha sinceridade.
Na vida real é como se fosse obrigado dizer 'amor à primeira vista',
já na vida virtual tenho a liberdade, portanto sem qualquer defesa,
de dizer 'amado pelo primeiro olhar'.
Soa estranho, mas nada me preocupa,
o estrangeiro nem sempre é ruim,
assim como naquele comentário,
isso me faz mais feliz.
Um olho na foto nem sempre é representante de um olhar narcisista, ignorante e tolo.
Seu olhar, não sei dizer ainda por quê, convida-me à guerra.
Como se me dizendo 'vamos nessa, companheiro, vamos juntos'.
Bem diferente das duas alternativas espalhadas, iluminadas e tão anunciadas,
olhar vasio ou carregado de auto-imagem.
Logicamente não sou assim tão atento quanto possa parecer,
não me movimento tão rápido ao soar do chamado.
Tentei pensar em valores, tipo riscos versus satisfação,
mas ao terminar de ler seu post,
perdão por recorrer à metáfora novamente como vã tentativa de se sentir livre,
percebi que já estava ido, antes de dizer ao meu mundo aquele tradicional: Fui.
Espero que já está interessante essa conversa
e tambem uma resposta tão quanto.
Até mudei o estilo das músicas que escuto agora.
Mas não vou viajar (é uma pena) num cavalinho prateado conversível até voce.
O vento no rosto nas estradas virtuais sopram minha face agora,
mas não são tão refrescante quanto...
Tolice e preguiça na internet são ainda mais estreitas e predadoras,
tal constatação é tão fácil quanto conversa de pessoas que escondem profundas tristezas
e derrubam por terra minhas teorias,
inclusive aquela no começo do texto: 'preguiça e tolice não é uma guerra costante'.
Eles de nada entendem sobre guerra e jamais escrevi tal bobagem.
Afirmo exatamente ao contrário!
Atividade total e inexistência de ignorância não é uma guerra constante!
Minha redenção, talvez, é admitir o segundo sentido da morte.
Tal palavra se tornou horrível, eu sei, mas não podemos
superar a chatice e desabar para a indiferença.
E sem conhecer um segundo sentido; o que seria lastimável.
Poderei sofrer as piores humilhações mas jamais matar ou morrer,
porque sincera e busca sempre expansão de Vida. A nossa
ou Nossa, minha, sua, das pessoas queridas e a humanidade,
no sentido absoluto de sempre.
Enfim, neste instante,
daqueles que jamais vou esquecer,
voce me faz mais feliz.
Aquele abraço,.