domingo, 17 de maio de 2009

IRONIA


De volta ao computador, à internet, especialmente, a este recanto, e analisando-o com sabedoria, inquiri-me: quando o que venho fazendo gerará algum sentido para a humanidade?

Sem resposta, por enquanto, então eis algo que está tão CHEIO de sentido, comparado ao que vem acontecendo no universo da maioria destes recantos: um travalíngua!


Sabia o sabiá que sabia subiá

domingo, 3 de maio de 2009

No escuro do cinema


Persépolis foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1979.
E...
E...
Tantas histórias pessoais viraram passado.
Eu conheci a Marcia, professora, filósofa e, tambem, lúcida. Ela paga muito caro, como a menina principal deste filme, lutando por uma tal humanidade perdida ou até então jamais encontrada; que se originou em HQ, por Marjane Satrapi. Não sei o preço, obviamente porque perdemos o gosto pela intimidade, sem interesses escusos ou inócuos, amor universal.
Em uma desventura(que não se esqueçam os meus pescoços, toda boa aventura é recheada de ) aqui no blog, numa das melhores mortes que consegui, morrer num saloon, engasgado durante um long long time sorver de vodka russa, receita das origens do antigo povo eslavo ORIENTAL, conheci mais uma fundamentalista descrente; assim como.
Mas a melhor experiência semelhante, claro, a primeira, foi a brima. Ela, virgem, recém chegada da prisão de ignorâncias, marcou minha transição da juventude para o tal próximo passo de todo SER humano. Há quem chame de fase adulta, com todos os seus sentidos obrigatórios, mas eu não consigo definir o destino humano em fases. Afinal, quem ainda não carrega fardos e monta na nave louca das grandes alegrias momentâneas? Eu tinha 16 anos.
O que significa fundamentalista descrente? Faço-me essa pergunta porque não sou mais bobo de esperar alguem que a faça por mim. A minha melhor resposta, sem fugir ao meu estilo, é o caso em que já não se acredita mais em princípios, sem abandoná-los. Mas quem quiser repetir a pergunta, agora que perdeu a graça, e isso não significa que contei o final do filme, faça-a a si mesmo, ou crie uma alternativa. Ou dê outra resposta!
Ual, de repente estou lembrando de todas, e até da Edina, que eu costumava, por princípio, rss, separar ou cobrir com véus intelectuais ou lúdicos.
Essas fundamentalistas descrentes ansiam por um papo-cabeça, mas suas operações de fuga são quase milagrosas; coisas que ninguem se esforça mais em acreditar.
Talvez não exista mesmo milagres, e nós, século 21, OCIDENTAIS, nem precisamos mais, se caso ainda, porque executamos, a todo instante, a dissolução corpo-alma. Isso gera conflitos íntimos, o que endossa minha teoria, da intimidade banida do sociável sem interesses unilaterais.
Imagine o inferno nisso: sócios que não se contém em fazer tudo, a qualquer preço, para se tornarem majoritários. Ou o mais próximo possível dos.
Desse jeito, se minha vontade fosse ser crítico de cinema, eu já estaria somente alimentando ratos, porque duvido que alguem sentiu vontade de assistir, uma animação!, Persepolis.
Parece normal que comentaristas e ou críticos de futebol não revelem seus times de coração. Isso soa como fundamentalismo e estamos sempre postos, se crentes, para combater, até nossos próprios. Acho que a dissolução, do predicado 'humano', é inevitável, caso não aconteçam milagres.
Ironia não é meu forte, ou a recuso por não ser força, mas é o princípio de abandonar os princípios que destroe os lados da civilização e, sem os lados, não pode existir equilibrio.

Um meu alienista


Eu sempre quiz confessar isso

a vida (ou Deus) é um tesão.

Quem é que vai por aí
aflito, místico, nu?
Como é que eu tiro energia
da carne de boi que como?
O que é um homem, enfim?
O que é que eu sou?
O que é que vocês são?

Tudo o que eu digo que é meu,
vocês podem dizer que é de vocês:
de outro modo, escutar-me
seria perder tempo.

Não ando pelo mundo a lastimar
o que o mundo lastima em demasia:
que os meses sejam de vácuo
e o chão seja de lama
e podridão.
A gemer e acovardar-se,
cheio de pós para inválidos,
o conformismo pode ficar bem
para os de quarta categoria;
eu ponho o meu chapéu como bem quero,
dentro ou fora de portas.

Por que iria eu rezar?
Por que haveria eu de me curvar e fazer rapapés?
Tendo até os estratos perquirido,
analisado até um fio de cabelo,
consultado doutores
e feito os cálculos apropriados,
eu não encontro gordura mais doce
do que a inserida em meus próprios ossos.

Em toda pessoa eu vejo a mim mesmo,
nem mais nem menos um grão de mostarda,
e o bem ou mal que falo de mim mesmo
falo dela também.

Sei que sou sólido e são,
para mim num permanente fluir
convergem os objetos do universo;
todos estão escritos para mim
e eu tenho de saber o que significa
o que está escrito.

Sei que sou imortal,
sei que esta minha órbita não pode
ser traçada
pelo compasso de um carpinteiro qualquer.

Sei que não passarei
assim que nem verruga de criança
que à noite se remove
com um alfinete flambado.

Eu sei que sou majestoso,
não vou tirar a paz do meu espírito
para mostrar quanto valho
ou para ser compreendido:
tenho visto que as leis elementares
jamais pedem desculpas.

(Eu reconheço que afinal de contas,
não levo meu orgulho
além do nível a que levo a minha casa.)

Existo como sou,
isso é o que basta:
se ninguém mais no mundo
toma conhecimento,
eu me sento contente;
e se cada um e todos
tomam conhecimento,
eu contente me sento.

Existe um mundo
que toma conhecimento,
e este é o maior para mim:
o mundo de mim mesmo.
Se a mim mesmo eu chegar hoje,
daqui a dez mil ou dez milhões de anos,
posso alcançá-lo agora bem-disposto
ou posso bem-disposto espetar mais.

O lugar de meus pés
está lavrado e ajustado em granito:
rio-me do que dizem ser dissolução
– conheço bem a amplitude do tempo.
Agradecimento:
Nunca encontrei um descrente, apenas desvairados inquietos...
é assim que é melhor tratá-los.
São pessoas diferentes, não se percebe bem o que são:
tanto os grandes como os pequenos, os ignorantes como os cultos,
mesmo a gente da classe mais simples, tudo neles é desvario.
Porque passam a vida a ler e a interpretar e depois, fartos da doçura livresca,
continuam perplexos e não conseguem resolver nada.
Há quem se disperse, de maneira que não consegue atentar em si mesmo.
Há quem seja rijo como pedra, mas no seu coração vagueiam sonhos.
Há também o insensível e fútil que só quer gozar e ironizar.
Há quem só tire dos livros florzinhas, e mesmo elas consoantes à sua opinião,
e há nele desvario e falta de perspicácia.
E digo mais: há muito tédio.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

VOAR





Aos 10, invejava minha professora de inglês; ainda quero ser o inglês. Aos 20, invejava Marlon Brando; ainda quero ser ator e dançar aquele último tango. Aos 30, invejava meu pai, totalmente descuidado, mas formou minhas pernas sem descanço. Aos 40, invejava meu filho, lindo feito o Marlon Brando; nunca perde suas guerras na vida real e não me inveja. Aos 50, invejarei a Deus; porque tenho defeitos e continuo também construindo meus mundos e sete dias.

Ao entardecer



Lembra quando você era novo?

Você brilhou como o sol

Brilhe, diamante louco

Agora há um olhar em seus olhos

Como buracos negros no céu,

Brilhe, diamante louco


Você foi travado no fogo cruzado

da infância e do estrelato

Fundido na brisa de aço.


Venha, mira
Para depois rir

Venha, desconhecido, sua lenda, seu mártir, e brilhe

Você alcançou o segredo muito rápido,

Você uivou para a lua.


Brilhe, diamante louco


Ameaçado por sombras na noite,

E exposto na luz

Brilhe, diamante louco


Bem, você expôs suas boas vindas

Com precisão aleatória

Montou numa brisa de aço

Vindo em você raiva,
você
observador das visões,

Venha pintor, em você flautista,

Seu prisioneiro, e brilhe


Ninguém sabe onde você está

Quão perto ou longe

Brilhe, diamante louco


Empilhe mais camadas

E eu vou juntar-me a você lá

Brilhe, diamante louco

E vamos nos regozijar à sombra

No triunfo de ontem
E navegar pela brisa de aço


Venha, garoto criança, seu vencedor e perdedor

Venha, seu buscador de verdade e desilusão

E brilhe





Tradução: Bruno Marques

Artista: Pink Floyd

Álbum: Wish You Were Here

Título: Shine On You Crazy Diamond

VAGALUME
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Eu os(as) convido para um deleite
com responsabilidades,
tipo: não quebrem garrafas
nem durmam na calçada,
é só mais uma festa textual.

Intimidade virtual


Dom Constantine

Ontem briguei muito, to ficando especialista
em derrubar meus oponentes
sem mexer sequer um dedo

E quando no dia anterior
ultraspasso meus limites
a minha ressaca(virtual?) é

Esse sabor aproximado do ceu

Ontem alguem se pensava amigo
vassilou, mostrou sua cara, tive piedade
preciasa filmar o show

Porno-chinchila sem baton
ele ainda se pensava homem
então caiu, de vez, do ceu, talvez

É como se a vida não começou
quando nós nascemos, é sempre
sem um intervalo para a História

Seu silêncio, agora entendo o não
a eternidade, essa paciência remota
o coração dentro de um cubo de acrílico

Combinando, sobre uma mesa de vidro
numa casa onde as luzes nunca se apagam
como se todo dia fosse festa ou trabalho

Esse sabor aproximado do ceu

Ontem um funcionário roubou
e sobrou para mim investigar
o inferno é tolo e merece seus fiéis

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Идиот


"(...) mesmo acarinhado e bem tratado por todos, embora até sendo visto como um coitadinho devido à sua bondade, não se consegue livrar da chacota e das alfinetadas que frequentemente lhe atiram, como é tão próprio serem lançadas por quem se aproveita da bondade de alguém que, erroneamente, a relacionam com algum tipo de pessoa fraca e débil. Nem suspeitam pois que, por ser conotado como um pateta, um idiota debaixo do olhar de toda a gente, o príncipe seja capaz de ser tão esperto que os restantes, quanto mais detentor de uma mente superior, possuindo um dom intuitivo, praticamente profético, capaz de deslindar a essência do espírito sob os rostos de quem o rodeia, o fundo das pessoas, ou seja, a verdadeira índole de cada um e avaliar na perfeição os seus atributos. (...)"
O Idiota é um livro escrito entre os anos de 1867 a 1868, por Fiódor Dostoiévski. (Wikipédia)

Ultimamente, venho sentindo-me como aquele personagem.

Exatamente depois que criei este blog. Por que? Não sei. Só sei que jamais admitiria a culpa ser das minhas críticas quase íntimas e, ao mesmo tempo, universais, para com a sociedade e a alguns indivíduos em particular. Paradoxo, claro, apesar que facilmente confundidas com caoticidade. Mas quais paradoxos não são caóticos? Os da Natureza, óbvio.
Mas admito muito facilmente, enquanto não tão bem contestado, a culpa é das poucas pessoas, diretamente ou indiretamente, que o acessaram e as muito poucas que comentaram minhas postagens.
Mas esses exíguos contatos não são o suficiente para tal definição, porque sobra ainda muita suspeita quanto aos fatores: educação e massacre de uma mídia exclusiva para o mercado, chovendo no molhado, capitalista selvagem.
Por exemplo: neste post, quem ficar na superfície, vai se cansar de encontrar "redundâncias".
E cansa mesmo! E atualmente o número de pessoas que se cansam sem um "pagamento", não importa o contexto, imediato ou a longo prazo, quando muito, é irrisório.
Mas quem ainda conserva ou adquiriu, espontaneamente, o gosto por entender a fundo todo contexto que o envolve na vida, com certeza vai entender este e os demais post deste blog, e possivelmente deixará um comentário substancial, quer dizer, um pouco mais além do rotineiro blá blá blá de elogios, apesar destes sempre agradáveis.
Antecipando, para finalisar, àqueles que já me acham antipático ou 'desnutrido' culturalmente, ou àqueles que estão chegando agora, saibam que este ponto de vista (imaginário?) é consequência do que aprendi com aquele livro, referido no início deste texto.

Aproveitem e releiam, ou leiam, para espantar o 'cansaço' ou a alienação 'bem vista'.




sexta-feira, 24 de abril de 2009

Por uma rela-ação de sentimentos


Soa muito estranho, mesmo, propor um entendimento à base do sentimento, antes das palavras, dos nomes das coisas e fenômenos, para humanos que, sob o domínio da linguagem objetiva, perderam, ou se perderam na (objetividade da) natureza de sua espécie.
É inegável que sempre resta um pouco ou a esperança da volta do sentido do racional.
Este, o raciocínio, jamais, no prícipio, foi conquistado para fazer oposição ou adestrar o animal "irracional(?)".
Aqueles que crêem que no sentimento não há matemática, tem uma visão errada da, por exemplo, Arte, excluindo as modalidades que se transformam em objeto, digo da arte de viver.
E a Vida não cobra racionalidade, tampouco "irracionalidade(?)", mas cada ser vivo deve cumprir plenamente seu sentido.
E ao sentido humano compete convergir tanto o racional quanto o "irracional(?)".
Este equilíbrio de forças é fundamental para, por exemplo, se sentir feliz.
Portanto, voltando a questão da LINGUAGEM, o nome, das coisas e fenômenos, não pode ser somente objetiva, não deve ser apenas um instrumento ou ferramenta da razão.
Existem seres vivos "irracionais(?)" que, se acaso fossem racionais(no sentido pleno deste nome), talvez fariam um melhor trabalho e arte para, por exemplo, salvar o planeta; começando, isso é racionalmente óbvio, por um infalívio controle de natalidade.
Existe a perfeição? Existe!!!
Ou, existiria se este sentido de vida não tivesse tão precário sentido do NOME.
Para finalisar, tomemos outro precário sentido do nome: Amor.
Eu penso que o amor era tão somente uma das ações de salvação, quando esta é, sine qua non, ou era, infelizmente, a melhor atitude de preservação da Vida.
Mas a "roda da vida", de Chico Buarque, ou o "moinho", de Cartola, tornou tudo tão miserável.
24 de Abril de 2009 01:10

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E quantos nomes mais tem sentido tão precário!!!

domingo, 12 de abril de 2009

CAMPOS DE GUERRA


1- Natural

Sei que a guerra só tem um sentido
matar/morrer
e tem como melhor metáfora uma moeda sempre lançada para cima a cada instante

E muito particularmente admito um segundo sentido
completamente contrário daquele
a guerra adquire uma outra metáfora
aquela da semente
mais tarde se transforma em inúmeras outras sementes

2- Ficcional

Não faça alarde, o cão se aproxima, ele perdeu o faro.
O cão vem assoviando talvez um rap, porque assombrando gestos feito dança de nativos se embrenhando pelo mato. Os olhos acesos feito o cara bundão do filme A Dama Na Água.
Pronto, ele passou. Espera mais um instante e corra até aquele bar.
E voce?
O cão pode voltar.
Ah, não, não, voce não vai ficar vigiando. Vamos até lá.
Não. Eu trouxe meu celular, pode me ligar para conversar.
Catso, a puta que o pariu.
Ela rosnou e atravessou a avenida devagar como se chegasse à faculdade. Repetia em seu íntimo, beleza é uma situação, beleza é acontecimento, beleza é uma idéia rara. Toda cópia carece de cosmético, pensa enquanto observa as luzes, as pessoas amigas na vidraça, brindando à sua chegada.
Depois da comprimentação geral, Eloisa pergunta para ela, cadê o cão?
Ele pensa que está lá fora.
Por que não entrou?
Está se vigiando.
Ele é um amor, ?
Sim, ele faz tudo por mim.
Ela desabou. Eloisa foi sentar, pegou seu copo, bebeu com o brilho certo no olhar, para que todos percebessem sua satisfação.
Rogério levanta o copo, sua beleza merece um brinde, Eloisa.
Nada, não ganhei só a aposta, ganhei uma inimiga.
Nem pensar, não fica triste, lembra que nessa semana voce tem apresentação todos as noites.
Sim, mas ela foi tudo no livro, acho que estou cometendo uma injustiça.
Amor, ela é apenas uma personagem.
Não! Já lhe pedi para não falar assim.
Eloisa, voce realizou seu sonho. Agora voce tambem poderá dizer: beleza é um sonho.
Quem acha bonito ser escritor é ela, por favor.
Desculpe, quer que eu apareça no seu lugar.
Talvez, espera, vamos falar com ela.
Porra, Eloisa, voce sabe que ela sempre precisa consultar o terapêuta.
Eu sei falar com ela.
E o cão, depois que o encontrou perdido, ela não anda mais sozinha.
Ela não tem sonhos, vive apenas para tentar entender algo que o cão diz estar sempre dizendo.
Armando, pede licença.
Desculpe aí, mas queria me ter na conversa, perdão, me meter, ouvi voce dizer que o cão é perigoso, que ele é um coitado, vendo coisas que não existem, que tem teorias sobre outra possível dimensão da realidade, uma relidade antes dos nomes. De repente fiquei curioso, posso lhes oferecer outra cerveja?
Eloisa aponta as unhas pintadas para matar.
Armando se levanta.
Desculpem todos, vou falar com o cão, se não voltar, é porque fiquei bêbado.

3- Artificial

"(...)Havia quase um anjo.

Era ainda um homem, um homem comum, exceto pela mente inquieta e pela alma em êxtase frequente, que seu cotidiano de deveres e correrias ainda não conseguira eliminar de todo.

Começou a sentir um incômodo nos dois ombros, distensão, má posiçao no trabalho... Foi piorando e um dia olhou-se no espelho, de lado, inteiro e nu depois do banho: não havia dúvida, duas saliências apareciam em sua pele. Teve muito medo, mas decidiu não comentar com ninguem, e, como não transava frequentemente com a mulher, conseguiu esconder tudo quase um mês. (...)" Lya Luft
(do livro 13 melhores contos de Amor da literatura brasileira)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

SINCERIDADE VIRTUAL

Estou só, e nesses momentos eu gosto de ouvir músicas
que se expadem para além da narcísica expressão de tristeza,
essa comunicação tola e preguiçosa.

Jamais entendi porque um ser humano prefere a tolice
e, ainda mais, mal acompanhada pela preguiça,
sempre dissimulada na convivência automática,
ao invés da revolta, ou até mesmo porque
não teria preferido a guerra constante contra tudo e todos
(humanos!) que se detém em tal sentimento.

É tão óbvio que talvez aquele ser se resguardasse de uma vida arriscada,
sabendo que uma grande ignorância sobre tudo que todos sabem
e a inatividade estampada na face o salvasse de uma vida reversa,
a contradiçao ou o paradoxo do sentido do conceito indubitável de Vida,
com letra completamente maiúscula.

Tambem porque talvez aquele ser jamais se perguntou ou,
como expansão do senso comum,
perguntou à própria Vida se Ela realmente prefere a tristeza da defensiva contra a alegria
de um ataque constante contra toda forma de ignorância ou inatividade.

Conversa chata, eu sei, nesses momentos onde posso desfrutar de uma solidão quase doce, sou sempre assim.

Mas exatamente agora lembrei de voce - acho que até posso escrever Voce - e a doçura se tornou tambem expansão, crescimento.

Preciso saber por que gosto de pensar determinadas coisas, ter este tempo, agora, imensurável.
E estão cada vez mais raros, estes momentos de solitude.

Por que a sobrevivência 'dos outros' se tornou tão determinante,
'sem a qual não', imperativa, apesar de que nem seria preciso?

Grande seria uma 'bondade' espontânea porque assim, tenho certeza,
não haveria como se apontar, ou se desculpar, por nenhum tipo de ignorância e,
claro, por nenhuma forma de preguiça.

Sei que a guerra só tem um sentido, matar/morrer,
que tem como melhor metáfora uma moeda sempre lançada para cima a cada instante.
E muito particularmente admito um segundo sentido, completamente contrário daquele,
onde a guerra adquire uma outra metáfora, aquela da semente
que mais tarde se transforma em inúmeras outras semetes.

Nem sei se a conversa se tornou um pouco mais interessante,
mas sei muito bem que estou no caminho certo,
procurando sempre a expansão da minha sinceridade.

Na vida real é como se fosse obrigado dizer 'amor à primeira vista',
já na vida virtual tenho a liberdade, portanto sem qualquer defesa,
de dizer 'amado pelo primeiro olhar'.

Soa estranho, mas nada me preocupa,
o estrangeiro nem sempre é ruim,
assim como naquele comentário,
isso me faz mais feliz.

Um olho na foto nem sempre é representante de um olhar narcisista, ignorante e tolo.
Seu olhar, não sei dizer ainda por quê, convida-me à guerra.
Como se me dizendo 'vamos nessa, companheiro, vamos juntos'.
Bem diferente das duas alternativas espalhadas, iluminadas e tão anunciadas,
olhar vasio ou carregado de auto-imagem.

Logicamente não sou assim tão atento quanto possa parecer,
não me movimento tão rápido ao soar do chamado.

Tentei pensar em valores, tipo riscos versus satisfação,
mas ao terminar de ler seu post,
perdão por recorrer à metáfora novamente como vã tentativa de se sentir livre,
percebi que já estava ido, antes de dizer ao meu mundo aquele tradicional: Fui.

Espero que já está interessante essa conversa
e tambem uma resposta tão quanto.

Até mudei o estilo das músicas que escuto agora.
Mas não vou viajar (é uma pena) num cavalinho prateado conversível até voce.
O vento no rosto nas estradas virtuais sopram minha face agora,
mas não são tão refrescante quanto...

Tolice e preguiça na internet são ainda mais estreitas e predadoras,
tal constatação é tão fácil quanto conversa de pessoas que escondem profundas tristezas
e derrubam por terra minhas teorias,
inclusive aquela no começo do texto: 'preguiça e tolice não é uma guerra costante'.
Eles de nada entendem sobre guerra e jamais escrevi tal bobagem.
Afirmo exatamente ao contrário!
Atividade total e inexistência de ignorância não é uma guerra constante!
Minha redenção, talvez, é admitir o segundo sentido da morte.

Tal palavra se tornou horrível, eu sei, mas não podemos
superar a chatice e desabar para a indiferença.
E sem conhecer um segundo sentido; o que seria lastimável.

Poderei sofrer as piores humilhações mas jamais matar ou morrer,
porque sincera e busca sempre expansão de Vida. A nossa
ou Nossa, minha, sua, das pessoas queridas e a humanidade,
no sentido absoluto de sempre.

Enfim, neste instante,
daqueles que jamais vou esquecer,
voce me faz mais feliz.
Aquele abraço,.