
SÉTIMA ARTE - Ondskan
Como deter o "forte" que se diverte de produzir ou destruir nossas noites?
Não culpe o homem por suas fraquezas e, nas situações limites, onde voce pode ser o culpado, culpar seu suposto criador, literal ou metafísico.
Não se fortaleça prevenindo-se das situações limites. Nelas, sejam infames ou heróicas, voce que já saber ler, é capaz de entender que não importa mais nada além de sua atitude. Tardar e jamais falhar tem significado pejorativamente religioso, mas todos, sem excessões, compreendem o que quer dizer se redimir antes da morte.
Voce pode deter o "forte". E pode detê-lo antes que seja tarde, esquecer que não pôde detê-lo antes, e detê-lo agora.
Quem é o forte?
Eu perguntei para voce, quem é o forte?
Eu aceito comparações, pode fazer, mas jamais entre outro e outro, portanto, faça comparações entre voce e outro; pode ser comigo. Vamos lá, vamos ver quem é necessário para a vida. Voce que sabe encontrar muito bem culpados, vamos lá, se compare comigo, porque eu sou culpado e quero uma comparação.
Se voce quiser procurar outro para fazer comparações, alguém capaz de admitir as suas culpas para lhe agradar ou não apanhar mais, fique à vontade, mas é melhor não tentar deter o "fraco" por tanto tempo.
Não se fortaleça prevenindo-se das situações limites. Nelas, sejam infames ou heróicas, voce que já saber ler, é capaz de entender que não importa mais nada além de sua atitude. Tardar e jamais falhar tem significado pejorativamente religioso, mas todos, sem excessões, compreendem o que quer dizer se redimir antes da morte.
Voce pode deter o "forte". E pode detê-lo antes que seja tarde, esquecer que não pôde detê-lo antes, e detê-lo agora.
Quem é o forte?
Eu perguntei para voce, quem é o forte?
Eu aceito comparações, pode fazer, mas jamais entre outro e outro, portanto, faça comparações entre voce e outro; pode ser comigo. Vamos lá, vamos ver quem é necessário para a vida. Voce que sabe encontrar muito bem culpados, vamos lá, se compare comigo, porque eu sou culpado e quero uma comparação.
Se voce quiser procurar outro para fazer comparações, alguém capaz de admitir as suas culpas para lhe agradar ou não apanhar mais, fique à vontade, mas é melhor não tentar deter o "fraco" por tanto tempo.
Estava lembrando um comentário Agod no espaço da vida não vale um conto. Um sujeito oculto vestido como indeterminado que consegue extrair poesia de situações insignificantes = adj2g Que não tem valor; réles; ninharia.
Posso e gosto muito de adicionar um pouco de pimenta no prato, deitar a excitação para apreciar o sabor do alimento.
Poesia é sempre bela? Precisa ser assim? A beleza, da poesia, é pimenta "forte" diferente da minha "fraca"?
Se adiciono um pouco de pimenta no meu alimento, o que será que adiciono aos meus estudos? O que há de diferente no meu trabalho? E na minha poesia, mesmo que jamais serei considerado poeta? A poesia é propriedade dos poetas?
A política é propriedade dos políticos? O senador está realmente consciente da sua própria vida, tem a si, tem família e amigos, tem sobrenome e nome a zelar, tem infinitas crias para se alimentar e não morrer de sede. O senador é um ser humano perfeitamente normal, capaz de ser estúpido ou sublime, nas situações limites.
Em 1978 quase fui esfolado por policiais na avenida Paulista, carregava uma faixa com a frase Partido dos Trabalhadores: "insignificante", para a época, e para todos que não se sentiam proprietários da política, por razões diferentes. Quantas razões podemos encontrar para viver?
A faixa foi uma lucubração, minha e do meu amigo Geraldo, entre futebol de rua e azaração de "galinhas"(LF) e meninas pobres ou ricas que não gostavam de estudar.
Não nos sentíamos de fora da política do país. Ele arranjou o material e eu pintei as letras garrafais de vermelho, ficaram inesperadamente perfeitas; até hoje verto lágrimas bem ocultas quando vejo as imagens daquela passeata na TV. Obviamente não aparece a surra que ele levou dos policiais. Não sei porque sinto-me talvez estúpido ao dizer que os homens naquelas fardas esqueceram seu "dever" e bateram no meu amigo com muita excitação, e havia poucas pessoas prestando atenção, dignas daquela cena espantosa, quase todas elas franzinas ou com as aparências padrão de fracassados(?).
O trem da história ignora os ignorados pelo trem da civilização. (Isso não é poesia se for plágio, ou se é minha, quando não sou poeta?)
O que é civilização? Mas antes de derramar lágrimas quando estas ainda existem, o que é um partido político? Ou, que é ser político?
Estamos em uma situação limite? Na política brasileira, e só na política? Se sim, então, desde quando? Voce se encontra em uma situação limite?
Por que voce se comporta como se estivesse sublimando o tempo todo certa estupidez do ser? Quem vai decidir o que é a sua estupidez? Os mesmo que decidirão quando voce é sublime? As pessoas dignas do seu amor? Amor é poesia? Amor é político? O que é amor? Eles sabem a resposta, e só eles? Quem são eles?
Ser estúpido ou sublime, quando e por que se fazem diferentes para eles? Eles se desculpam, apanham, rastejam e morrem, isso porque são sublimes?
Quando voce se olha no espelho ainda encontra aquele olhar confiante, ou já o esqueceu?
§
Naquelas clássicas perguntas De onde eu vim, O que sou e para onde vou, já estão subentendidos o espaço e o tempo, mas poucos levam isso a sério. Basicamente, a maioria aludi à Biologia, ou outros campos inferiores de conhecimento, tais como Teologia, Astrologia, Espiritismo e Niilismo, para negar qualquer referência pessoal subentendida. Isso para mim é uma situação limite. É o mesmo que querer ensinar Construções de Soneto para os soldados do crime nas áreas mais altas do Rio; lá onde eles se reúnem para comemorar raros aniversários em liberdade. Não vai haver escolha, ou voce será sublime, ou terá que pensar, neste caso específico e em outros semelhantes, como produto Norte Americano:
Eu fui xerife deste condado
Quando tinha vinte e cinco anos
Difícil acreditar
Meu avô foi um homem da lei
Meu pai também
Eu e ele fomos xerifes na mesma época
Ele lá em Plano e eu aqui mesmo
Acho que ele sentia muito orgulho disso
Só sei que eu sentia
Alguns dos xerifes da antiga
Nunca andaram armados
ninguém consegue acreditar nisso
Sempre gostei de ouvir histórias
Com o pessoal da antiga
Nunca perdi uma chance de ouvir
É impossível não se comparar
Com o pessoal da antiga
Fico só pensando como agiriam
Hoje em dia
Tem um rapaz que mandei para a cadeira elétrica
Eu prendi e testemunhei contra ele
Ele matou uma garota de 15 anos
Os jornais dizem que foi crime passional
Mas ele disse que não havia paixão nenhuma
Me disse que há muito tempo pensava em matar alguém
Disse que sabia que ia para o inferno
Que chegaria lá em 15 minutos
Eu não sei o que pensar disso
Não sei mesmo
Os crimes de hoje em dia
São difíceis de se entender
Não é que eu tenha medo de combatê-los
Eu sempre soube que para ser um xerife
precisa estar disposto a morrer
Mas eu não quero ser imprudente
E me meter com algo que não entendo
Teria que por minha alma a prêmio
Teria que dizer, tudo bem
Vou fazer parte desse mundo
Onde os fracos não tem vez
(Irmãos Coem)
§
CÍRCULO VICIANTE
Entendam como me sinto
Culpado e estou disposto
Não vou colocar a culpa
Nos Norte Americanos
Se assim fisesse
Juntaria-me a eles
Para culpar a Inglaterra
E a esta para culpar
Os eternos bárbaros
E assim por diante...
E, no fim de tudo
Do que me adiantaria
Saber que nunca deixei
De ser um bárbaro?
(Milhas Cabreiras, poeta Andatrílhos, 8000 aC.)
§
O sublime tem limites, se não ultrapassamos, o resto é história.
Não vamos gozar mesmo, aqui.
E não queremos ser estúpidos.
Quero falar com nosso amigo em comum.
Somos e temos, nós, amigos em comum?
Voce sempre teve Olhos de Serpente e, claro, todos nós; prefiro pensar assim.
E tenho muita paciência para aguardar provas à favor ou contra os meus pensamentos.
Não se preocupe, provas, contra ou à favor, não dizem muita coisa para os outros.
Acredito que no Brasil escondem as situações limites.
Mas não é só a mídia eventual, o presente como somas dos imediatos, que desaparecem de nós como se fossem insignificantes.
Não se vê, apesar de haver muita gente que vê, situações limites no dia-a-dia.
Brian de Palma, neste filme foi muito feliz.
Nos limites sempre encontrou as pérolas verdadeiras, aquelas que morreríamos com prazer.
Aquelas que, se não morrermos, nos darão certeza, e é o que basta, para procurar cada vez mais a redenção para si e para a humanidade, ou desistir de vez.
Nossos iguais norte americanos tem este fato que realmente falta para nós, e assim, quem percebe, ou alude uma situação de preconceito, ou aprende.
Como todo preconceito espelha contra o preconceituoso, prefiro ficar de fora.
Na juventude para conviver tinha que suportar este manto sobre mim.
Era asqueroso, na época.
Tentava se desfazer a qualquer custo, e apenas me debilitava.
Quando resolvi aceitá-lo, descobri a forma de viver livre, cruzar os dedos ou encarar.
Mas ainda não contava comigo. Vivia como se em uma encruzilhada eterna, um crucifixo na mão, na outra uma espada.
Não existe sorte, existe não repetir atitudes apreciadas pelos outros contra ou à favor da sua própria apreciação.
Não existe, jamais haverá cisão entre indivíduo e natureza.
Finalizando o post, a frase do senso comum que eu mais aprecio:
"A Carne maciça não subsiste sem a Carne sutil". Merleau-Ponty.









