
A HISTÓRIA DO JOIO FOMENTA SUA ANGÚSTIA
"De fato, qualquer explicação da realidade que não seja capaz de fundar significativa e racionalmente um ethos permanecerá insuficiente. Ora, a teoria da evolução, lá onde se arroga o status de philosophia universalis, procura fundar de novo evolucionisticamente também o ethos. Mas esse ethos evolucionista, que reencontra inevitavelmente o seu conceito-chave no modelo da seleção, portanto na luta pela sobrevivência, na vitória do mais forte, na adaptação bem-sucedida, tem a oferecer algo muito pouco consolador. Mesmo quando procura melhorá-lo de vários modos, continua sendo, em definitivo, um ethos impiedoso. A tentativa de instilar o racional em algo que é irracional em si fracassa aí de modo evidente. Para uma ética da paz universal, do amor efetivo ao próximo, da necessária superação do particular, de que temos necessidade, tudo isso tem pouca serventia. Nessa crise da humanidade, a tentativa de dar novamente um sentido racional à idéia do cristianismo como religião verdadeira deve, por assim dizer, apoiar-se em igual medida na ortopráxis e na ortodoxia. Seu conteúdo, hoje, tal como no passado, deve consistir essencialmente no fato de que o amor e a razão, como dois verdadeiros pilares do real, confluem mutuamente: a verdadeira razão é o amor, e o amor é a verdadeira razão. Em sua unidade, eles constituem o verdadeiro fundamento e o objetivo de todo o real."
Amor e razão, os dois pilares do real por Joseph Ratzinger .
Na ocasião, cardeal Ratzinger.
Hoje Papa Bento XVI.
Extraído da Palestra Verdades do cristianismo?, proferida pelo cardeal Joseph Ratzinger, no dia 27 de novembro 1999, na Universidade da Sorbone em Paris, publicada em italiano pela revista Il Regno-Documenti, vol. XLV (2000), n. 854, pp. 190-195.Criação e evolução, segundo o professor Ratzinger: o cristianismo é o verdadeiro iluminismo
A HISTÓRIA DO TRIGO ALIMENTA SUA CORAGEM
Sabemos o que é criastianismo, mas sabemos o que é amor?
Experimentamos o que é amor, mas experimentamos 'as palavras de Cristo'?
Por que evitar o evolucionismo ao reduzi-lo ao irracional da seleção natural pela força?
Por que atestar o iluminismo ao enfatizar o racional da seleção artificial por valores abstratos?
O couro de uma ou várias chinchilas possuem valores reais?
O sacrifício de animais servem como prova de amor quando presentes?
Os dentes de elefantes podem se transformar em Arte e Riqueza?
Existe sabedoria e bondade na seleção por quociente de inteligência?
Para não ser caçado feito um cão, nomeadamente danado que escapou da corrente de dono displicente, mudarei o curso do post.
O animal selvagem(irracional!) elimina suas crias anormais(fracas), num gesto para livrá-lo do sofrimento que certamente encontrará na competição pela sobrevivência. Algum tempo depois, separado ou não da família, ele se aproveita dos mais novos para manter a sobrevivência da espécie.
O homem aprende que biologicamente o incesto não é recomendado, porque não é também recomendado eliminar os anormais(fracos).
Tudo se parece muito simples na teoria, à luz da razão, quando não alcança os meios para atestar uma razão da natureza, tomando-a somente como O Fraco, na vida.
Como se houvesse duas lógicas apenas, para única razão de sobrivivência; o forte versus o fraco.
Repito: duas lógicas apenas. O forte vencer o fraco, e o fraco ser derrotado pelo forte.
O Deus mais forte vence o Deus mais fraco, rss.
Conforme nos afeiçoamos pela razão, pelo verdadeiro conceito de razão, percebemos que se tivesse que ser única, esta seria a da natureza.
Mas ser humano não é abandonar e sim transcender a própria natureza.
E não existe melhor conceito de transcendência, que seja mais difícil de mascarar, é a Arte e a Sabedoria. Destas, estupidamente, pensam que se baseiam somente na técnica pessoal e jamais no conceito de razão da natureza(irracional), ou que seja impossível ensiná-las. Isto prova quanto os "poderosos" não são estúpidos, porque historicamente, elas são as primeiras na ordem de repressão (confira a diferença entre erotismo e pornografia!).
Voce, leitor, pode encontrar um bom exemplo desta "dialética" do racional e do irracional, em filmes do Ingmar Bergman, principalmente em O Rosto(1958), Persona(1964) e A Hora do Lobo(1968). Claro que toda a cinegrafia dele é instigante. Encontrei duas frases bem pertinentes e atuais, para quem não basta o nome, que se preocupa realmente com Educação e Religião, as bases lógicas do Iluminismo:
"Humilhar e ser humilhado são para mim os dois sentimentos que constituem uma componente ativa de todo o nosso sistema social. É um dos sentimentos que marcaram a minha infância: a humilhação. Ser humilhado fisicamente, em palavras ou em uma determinada situação. Eu me pergunto se as crianças não experimentam a todo instante e de forma intensa este sentimento de humilhação nos contatos com os adultos e com outras crianças. Todo o nosso sistema de educação é em realidade uma humilhação e quando eu era criança isto era ainda mais evidente que hoje. O pranto da humilhação e o sentimento de ser humilhado causaram muitos problemas em minha vida. Esta forma de angústia volta a me assaltar, por exemplo, quando leio uma crítica, seja ela boa ou má. Uma crítica pode ser extremamente dura sem com isto ser humilhante. Mas alguns elogios podem, tanto quanto críticas negativas, me parecer humilhantes. O que eu sei melhor é onde e como os artistas sofrem humilhação. Penso, por exemplo, que a burocracia que nos cerca é fundada em grande parte sobre um sistema de humilhações, o que cria um dos mais terríveis e perigosos venenos. Creio firmemente que a pessoa humilhada se pergunta constantemente como ela poderá humilhar uma outra pessoa, como ela poderá devolver a bala. E esmagar o adversário. E paralisá-lo. E eliminar nele a idéia de qualquer reação".
"Olho para mim mesmo como uma espécie de feiticeiro, uma vez que o cinema é baseado numa ilusão do olho humano. Cheguei à conclusão de que se vejo um filme com a duração de uma hora fico sentado diante de 27 minutos de completa escuridão – os pedacinhos pretos que separam os fotogramas do filme. Quando exibo um filme sou culpado de fraude. Uso um aparelho construído para se aproveitar de uma certa fraqueza humana, um aparelho com o qual posso sacudir a platéia de uma maneira altamente emocional – fazê-la rir, gritar de medo, sorrir, acreditar em histórias de fadas, tornar-se indignada, sentir-se chocada, encantada, profundamente tocada, ou, talvez, bocejar de tédio. Em qualquer dos casos eu sou um impostor ou, se a platéia está desejosa de ser guiada, um feiticeiro. Apresento truques de feitiçarias com aparelhos tão caros e maravilhosos que qualquer artista do passado daria tudo no mundo para possuí-los".
Obs.: Espero que uma dica minha seja interessante, sobre cinema:
http://www.escrevercinema.com/index.htm