
domingo, 31 de maio de 2009
Para falar das flores

sábado, 30 de maio de 2009
Lógica Paraconsistente

Não recomendo a ninguem perguntar o motivo(indução) que me levou a escrever este post e procurar entender tal conceito contemporâneo.
Newton da Costa, já sofreu semelhante questão, mas sem me prolongar para além de uma suposta Lei Seca, vou colar uma frase dele, e deixar certinho o endereço, onde possam encontrar o conteúdo que ela estava inserida; quem for até lá vai se deliciar.
“Sem a indução não seríamos nada. Na pré-história, depois que o tigre-de-dente-de-sabre atacou um homem pela terceira vez, eles concluíram: tigres-de-dente-de-sabre são perigosos. E saíram correndo (risos). Sem isso não haveria racionalidade.”
http://www.danielpiza.com.br/interna.asp?texto=2296
Espero que ninguém se surpreendeu, e/ou torceu o nariz, ao intuir que se trata de um filósofo brasileiro. Não estou cometendo uma infâmia com a maioria dos brasileiros.
Espero, tambem, que os citados não interpretem este texto como mais uma vampirada comum de blog.
Acredito que estou fazendo, talvez, é claro, um serviço, com respeito à correspondência(ver teoria de Ptolomeu) estranha, tipo de saúde pública.
A filosofia, mais que todas as disciplinas oficiais, é a mais relegada ao destrato. Seus destratores efetivos podem ser a maioria absoluta de brasileiros e, a minoria que sobra, destratores ocasionais, mantém mais uma paixão do que amor por ela, popularmente falando.
Newton da Costa diz não, mas um não sem jamais abandonar o sim. Quando o sim, já se tornou mais uma verdade ortodoxa do que prática, ele diz um não, à ortodoxia, e não se limita somente à provocação, vai muito além: "Para mim, a matemática é uma disciplina que requer certo tipo de talento, como a pintura, a escultura ou mesmo o futebol. Gosto da matemática que não usa cálculos. A tendência da matemática moderna é substituir os cálculos por idéias. Ela é fundamentalmente um jogo de idéias". http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/junho2003/ju215pg11.html
Depois do fragmento anterior deste post, reflito: E a tendência, infelizmente, creio que mundial, desta vez, é tornar a arte cada vez mais matemática ortodoxa.
Atenção: encontrar enunciados e cálculos matemáticos em qualquer obra de arte, é diferente de calculá-la.
Finalmente, sobre o título, vou recomendar-lhes, meus caros amigos e corajosos, a palavra do Senhor Newton Carneiro Affonso da Costa, e aproveitem para conhecer um site/revista de importância inquestionável: http://www.pucsp.br/psilacanise/html/revista01/19_rev_entrevista_01.htm
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Corpo e mente simultâneos

Cegueira (punctum caecum) da "consciência"
Notas - Maio de 1960 - O visível e o invisível
Editora Perspectiva
"Aquilo que ela não vê, é por razões de princípio que ela não o vê, é por ser consciência que ela não o vê.
Aquilo que ela não vê, é aquilo que nela prepara a visão do resto (como a retina é cega no ponto de onde se irradiam as fibras que permitirão a visão).
Aquilo que ela não vê, é aquilo que faz com que ela veja, adesão ao Ser, sua corporeidade, são os existenciais pelos quais o mundo se torna visível, é a carne onde nasce o objeto.
É inevitável que a consciência seja mistificada, invertida, indireta; por princípio; ela vê as coisas pelo outro lado, por princípio ignora o Ser e prefere o objeto, isto é, um Ser com o qual rompeu, e que coloca para além dessa negação, negando essa negação - Ignora nela a não-dissimulação do ser, a Unverborgenheit, a presença não mediatizada que não é positivo, que é ser dos confins "
Este livro, há muito tempo, até esqueci quanto, é de cabeceira. Lembro até do clima, da loja e da face e humor da vendedora, mas a data se perdeu. Talvez minha consciência omite ou 'não faz questão' de lembrar determinadas angústias relativas à contagem do tempo, somente meu corpo resgata aquele momento por razões talvez, como sempre, para efeito moral e ou de costume, obscuro.
domingo, 24 de maio de 2009
Crescendo

http://fortalezadegelatina.blogspot.com/
25 de Maio de 2009 01:49
Enquanto rezo, voce assopra minha ferida

Há momentos que o excesso de ambiguidade forma lapa em qualquer praia ou, por que não?, em todos os continentes e nos oceanos. E se festejam, reclamam e se reclamam, se rendem a Macunaíma e se fingem esquecer o Zé, tanto o Ninguem quanto o Do Caixão.
Impávido pavío, nem dois palitos de demora para um julgamento. Enterra-se amor, afoga-se amizade e sucumbi-se identidade. Pávido parvo.
Sem técnica ou divindade, os modelos se agrupam em vitrines.
Por favor, sejam rídiculos sentimentais, salvem as baleias dialéticas incorrigíveis, as crianças abandonadas ao único prazer de jogar pedras e o pouco do planeta restante na internet.
Salve, salve, Brasil, ó mátria amada, não é uma puta que me pariu.
O último grande cínico da História, Jean Jacques Rousseau (1712-1778), teve quase igual destino de Joana D'Arc.
Não é curioso, sentidos semelhantes, métodos opostos, caminhos paralelos e (quase) o mesmo trágico final.
E ambos foram acusados de atacarem os ingleses! (quem não assistiu O Caminhos dos Ingleses?)
Mas, não está nos registros, com certeza, ela tambem era muito cínica.
Enfim, quem é mais cínico, aquele que fere ou aquele que assopra ou aquele que reza?
sábado, 23 de maio de 2009
Big Bang


Ele, Deus, acreditou em si
abandonado ao próprio caos
jamais esperou sua salvação.
Quem precisar buscar em dicionários o significado de Moral, vai precisar tambem, portanto, ler Genealogia da Moral, de Friedrich Nietzsche. As chances são enormes de não desejar jamais prestar atenção simultânea para o mais ínfimo, nem o mais grandioso lance da vida.
Feito palavras funda-se o que conhecemos, inclusive esse outro significado inexpugnável: Conhecimento.
*** tanto material quanto imaterial.
Em casa, no trabalho, na escola, na empresa, esta postura carrega um gesto de desamor que, em graus variados, pode chegar ao ódio e à intolerância que são o extremo da falta de capacidade de dialogar ou de, simplesmente, deixar que o outro seja o que ele é, a seu modo. Mas e como “eu” deveria ser? Será que esta pergunta teria consistência?"
terça-feira, 19 de maio de 2009
No escuro do cinema 2

O meu, o nosso, e os blogs, não são espaços para a retórica, contudo precisamos conviver e, se possível, sem nenhuma técnica extraordinária do sentido e conteúdo de cada post e, rss, se possível, de cada comentário. Se preciso, sem orgulho, peça uma licença ao Tempo.
Existe um bem maior do que, no mínimo, romper as grades de uma prisão? Sabemos que somente as vítimas não retornam. E tão somente os estóicos aproveitam o lugar para dar aula.
domingo, 17 de maio de 2009
IRONIA

domingo, 3 de maio de 2009
No escuro do cinema

Um meu alienista

sexta-feira, 1 de maio de 2009
VOAR


Aos 10, invejava minha professora de inglês; ainda quero ser o inglês. Aos 20, invejava Marlon Brando; ainda quero ser ator e dançar aquele último tango. Aos 30, invejava meu pai, totalmente descuidado, mas formou minhas pernas sem descanço. Aos 40, invejava meu filho, lindo feito o Marlon Brando; nunca perde suas guerras na vida real e não me inveja. Aos 50, invejarei a Deus; porque tenho defeitos e continuo também construindo meus mundos e sete dias.
Ao entardecer

Intimidade virtual

Ontem briguei muito, to ficando especialista
em derrubar meus oponentes
sem mexer sequer um dedo
E quando no dia anterior
ultraspasso meus limites
a minha ressaca(virtual?) é
Esse sabor aproximado do ceu
Ontem alguem se pensava amigo
vassilou, mostrou sua cara, tive piedade
preciasa filmar o show
Porno-chinchila sem baton
ele ainda se pensava homem
então caiu, de vez, do ceu, talvez
É como se a vida não começou
quando nós nascemos, é sempre
sem um intervalo para a História
Seu silêncio, agora entendo o não
a eternidade, essa paciência remota
o coração dentro de um cubo de acrílico
Combinando, sobre uma mesa de vidro
numa casa onde as luzes nunca se apagam
como se todo dia fosse festa ou trabalho
Esse sabor aproximado do ceu
Ontem um funcionário roubou
e sobrou para mim investigar
o inferno é tolo e merece seus fiéis